Alguns pensamentos postados para compartilhar nossas idéias.
Fuga
E mais uma vez a mente parece fervilhar
Concepções e idéias, hipóteses e conclusões.
É o litígio num mundo imaterial, é a realidade irrealizável
Latente em todos, porém adormecidos a cada novo pôr-do-sol.
A beleza do mundo, das formas e palavras se esvai.
O que remanesce, o que se eterniza, o que perdura?
O passado. E este parece infinito e dita a realidade.
O futuro não existe, o presente é fruto das escolhas pretéritas.
Cegamente, se vê o que não é visível, o coração alia-se ao temor
E novamente se inicia um novo dia, mas manhã alguma é eterna.
Chega a noite e com ela a escuridão, por isso é melhor dormir agora,
Por isso é melhor fechar os olhos, e não enxergar o que é real.
A escuridão é real, o frio é real, o medo é real até os pesadelos são reais.
O que não é real é o mundo futuro, simples hipótese, suposição.
O que é irreal é a necessidade de dormir, de fechar os olhos.
Mas só assim a mente esfria, e só assim as idéias perturbadoras se vão.
Conclusão angustiante de que não se pode fugir do tempo e do espaço.
E estes são, na verdade, o palco da mais dramática realidade.
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Moralismo
O que vi não importa, o que importa é o que vêem.
Se eles nada vêem, então nada importa.
Se nada importa, portanto, por tudo vou me importar.
E se se importarem com o que eu não me importo?
Se dizem falsamente o que eu não queria
Que de fato fosse falso: frieza.
Entretanto, se falam verdadeiramente
Do que por vezes, na verdade, aconteceu: tristeza.
O interno inconsciente, incoerente com o ato
Que se mostra disfarçado, na tentativa de corrigir
O que devia, visivelmente, antes de tudo, evitar,
Faz com que o ego se canse e consequentemente vacile.
E mesmo tropeçando sem que os outros, realmente percebam
Ando errante pelo caminho, cambaleando com pompa, mas culpado.
Diante das pegadas não notadas por aqueles que nada por mim farão
A Verdade se entristece, as pessoas nada vêem e eu vou para o inferno.
Se eles nada vêem, então nada importa.
Se nada importa, portanto, por tudo vou me importar.
E se se importarem com o que eu não me importo?
Se dizem falsamente o que eu não queria
Que de fato fosse falso: frieza.
Entretanto, se falam verdadeiramente
Do que por vezes, na verdade, aconteceu: tristeza.
O interno inconsciente, incoerente com o ato
Que se mostra disfarçado, na tentativa de corrigir
O que devia, visivelmente, antes de tudo, evitar,
Faz com que o ego se canse e consequentemente vacile.
E mesmo tropeçando sem que os outros, realmente percebam
Ando errante pelo caminho, cambaleando com pompa, mas culpado.
Diante das pegadas não notadas por aqueles que nada por mim farão
A Verdade se entristece, as pessoas nada vêem e eu vou para o inferno.
Talvez o ódio seja a causa disso tudo,
Ou talvez as circunstâncias que me prendem.
O sentimento do insuportável em um individuo
Pode levá-lo a decadência da mente.
Ou talvez as circunstâncias que me prendem.
O sentimento do insuportável em um individuo
Pode levá-lo a decadência da mente.
Tendo que se sujeitar a mais cruel de todas as prisões,
Aquelas que não te prendem com correntes e grilhões,
Mas sim o aprisionamento psíquico
Como um fanático louco, cruel e convicto.
Eles tentaram me moldar,
Eles tentaram prender minha mente.
Quase conseguiram engessar
Um coração debilitado e doente.
Olhei para a luz e vi como o sol pode ser copiado,
Então percebi que aquilo que parecia ser sol em minha vida
Era apenas uma mera imitação de algo maior e ilimitado.
Percebi que quando o sol brilha pra mim,
Ele brilha também para quem está ao meu lado
E o egocentrismo que me pareceu ser atraente
Hoje na superfície e nas profundezas do meu coração
É poderosamente rejeitado e odiado.



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